imagem ALGUÉM ENTENDEU???

Subentendido

adjetivo

  • que se subentendeu.
  • que se entende, mas que não foi expresso. “intenções”.

Com as redes sociais e aplicativos de bate papo, hoje a comunicação se tornou informal como nunca! Os erros de português se tornaram “aceitáveis” e o uso de uma mesma palavra para vários significados parece não ter problema algum na hora de se expressar.

Agora você se lembra de alguma vez ter sido prejudicada por uma informação que não ficou muito clara ou teve interpretações diferentes entre suas colegas de grupo, escola ou trabalho? Difícil não ter quem já passou por isso ou que logo passará pela décida, trigésima ou centésima vez rsrsrs…

Esse é o grande perigo de informações subentendidas ou usarmos as palavras incorretas pra expressar uma ideia ou uma orientação.

Talvez pareça algo sem importância a ser discutido, mas quando eu vejo tantos pobres orgulhosos e tantas pessoas desprezando uma orientação por se sentirem “julgadas”; concluo que distorcer o real sentido de ser humilde e de julgar fez um grande estrago no caráter de muita gente.

Mas como minimizar futuros maus entendidos?

Primeiro, não subentenda e sim entenda! Foi o que aprendi em uma das chamadas para feedback em uma empresa onde eu prestava atendimento a consumidores de produtos de beleza onde a maioria dos atendimentos era para mulheres e nós temos a arte de dizer uma coisa querendo dizer outra (quem nunca? rsrs).

Se você não tem certeza do que a outra pessoa quer de você, peça pra que a mesma seja clara na sua solicitação ou resposta que está dando por mais que a pergunta ou resposta aos olhos dela parece ser “tão óbvia”, porque senão a “batata quente” de resolver qualquer problema ficará nas suas mãos. Quer um exemplo?

Uma situação:

João faz parte de um grupo onde precisou organizar um café da manhã e pediu a 5 funcionários os itens para compor o café.

Na véspera, a funcionária Maria, disse para o Maurício: Eu não vou poder trazer pão, tem que ver outra pessoa pra trazer.

Maurício disse: – Beleza!

No dia do café da manhã, o João cobra aos funcionários até que chegou a vez da Maria e ela responde: –  Olha eu avisei que não podia trazer o pão.

João: – Avisou pra quem???

Maria: – Eu falei com o Maurício, ele ia trazer ou ver quem ia trazer!

Maurício: – Eu ia trazer??? Eu não prometi nada!

Maria: Prometeu sim, falei contigo e você disse “beleza”!

– Quem estava organizando café da manhã era João e não Maurício.

– Em nenhum momento ela foi clara querendo que Maurício trouxesse pão ou que ajudasse ela a ver alguém pra trazer no lugar.

Situações assim acontecem com muita frequência, pra quem costuma “soltar informações no ar” sem ser clara nas suas intenções e aquele que está por perto ouvindo fica numa “obrigação moral” de fazer a parte da outra ou simplesmente todo um grupo fica prejudicado por não ter mais tempo hábil para contornar a situação.

Quem pratica isto com frequência, em muitos casos tem medo de ser sincera e joga a responsabilidade para outra, ou não sabe usar adequadamente as palavras que, pra quem entende o significado real, está bem resolvido, mas quem falou acaba esperando um resultado que nunca virá – tem os dois lados.

Se você tem alguém próximo de você que constantemente te passa informações de forma subentendida e te prejudica é importante deixar claro pra ela de sua responsabilidade e que ela deve arcar com a mesma, se ela quer a sua ajuda, isso tem ficar muito claro pra ambas as parte e até mesmo quem está acima de vocês, para não haver surpresas e informações desencontradas.

Agora se você leitora é quem tem esta prática, o objetivo deste post não é te julgar e acredito que volta e meia você deve passar por situações embaraçosas e observar cochichos pelos cantos a teu respeito, sem contar os momentos em que parece que suas colegas de trabalho, escola ou familiares até evitam combinar algo com você e isto não é nada legal.

Se não pode se comprometer com algo, não se comprometa! Você sabe os seus limites e recursos disponíveis, porque é melhor ficarem de cara feia por ser sincera, do que tomar nome de que não tem palavra ou ficar sendo cobrada por coisas que às vezes outras poderiam fazer.

Um abraço!

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